Domingo, 08 de Fevereiro de 2004

Fiquei surpreendida com este filme por várias razões. 


É verdade que Sofia Copolla tem a vantagem do nome e demais família (pai é o Francis Ford Coppola, primo é o Nicolas Cage) mas consegue obter a devida distância e reconhecimento pelo seu trabalho. E  sempre de uma forma subtil transmite-nos outros sentimentos e pensamentos (não sei se se lembram mas "As Virgens Suicidas" também tinham a sua realização) de forma muito pessoal.


Outro ponto a salientar é a tradução... Vejamos, o filme passa-se no Japão, o nome do filme original é "Lost in Translation" (Perdido/s na tradução). Tradução portuguesa: "O Amor é um Lugar Estranho".


Penso que a ironia estará implicita, apesar de toda a restante tradução à primeira vista não encerrar qualquer vício. além do mais, sempre prefiro a tradução que a dobragem nos filmes pois perde-se muito da musicalidade da própria língua original. Certos actores têm aulas de dicção para interpretar determinada personagem. Ao dobrarmos perde-se um pouco desse pequeno pormenor (em qualquer língua), excepto os casos em que existe um cuidado técnico nesse aspecto.


Mas como falamos deste filme devo dizer que gostei muito do argumento. Inteligente, cómico, introspectivo e com originalidade.


Quanto ao facto do filme ser uma comédia (e aqui reside o meu espanto) não se trata daquelas comédias em que rimos, rimos e 2 horas mais tarde esquecemos o que estivemos a ver e por vezes o próprio nome do filme. De facto rimos, rimos (gostei especialmente da cena do tapete rolante; Bill Murray no seu melhor) mas no fim ficamos a pensar em todo o conjunto e no facto de nós e os outros a uma dada altura, pretenderem ser encontrados, não a nível físico mas espiritual.


O amor é de facto um lugar estranho mas para Sofia Copolla não o é, pois de forma magistral lembra-nos que não somos os únicos a "gostar de ser gostados". 


Em resumo, adorei-o por me fazer rir e pensar. De 0 a 5 dou 4.

publicado por Marizza às 20:05

RE: Dias
Obrigada pelas tuas críticas. Achei-as muito construtivas. Eu concordo plenamente com o facto de Jim Carrey ter um papel excepcional no filme "Homem na Lua". Achei que ele merecia um reconhecimento público. Quanto à classificação... bem, eu espero nunca ser pretenciosa. Como já afirmei, gosto de todos os géneros de filme. A classificação é apenas um meio de classificar o filme entre "se eu soubesse nunca tinha comprado bilhete para ver isto" e "era bem capaz de pagar novamente".
Mas vou pensar mais no assunto.
Fica bem e volta sempre!! :)
marizza a 8 de Março de 2004 às 11:43

Gostei muito do filme, acho que ninguém que tenha feito aquele filme o tenha qualificado de comédia, essa qualificação é dada por outros. Os responsáveis dos globos de ouro é que têm a mania de fazer esse tipo de coisas. Já tinham feito o mesmo com "Man on the Moon", e Jim Carey também ele com um desempenho fabuloso, disse, "só não sabia que tinha feito uma comédia".
Gosto do blogue, ei de vir cá mais vezes, mas acho de mau gosto a classificação (0 a 5), não fica bem, mas eu não gosto de críticos, são pretenciosos.
dias a 3 de Março de 2004 às 23:34

mghm
fsd a 12 de Fevereiro de 2004 às 01:20



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